Pará de Minas, cidade que
completa 154 anos, onde nasci, cresci e que hoje começo a evoluir, que carrega
meus sonhos, minhas esperanças, minha carreira, meus amores, minha história,
minha vida.
O que me deixa apaixonada por
ela a cada dia é a lembrança de uma infância feliz e que me fez quem eu sou. Na
verdade, a melhor parte, foi em um bairro tranquilo, em uma rua sem saída que,
acreditava eu, ser mágica. Não estou delirando, posso explicar. Para começar,
morava no número 71, de um lugar que se parecia com uma vila, sim, isso me
fazia fantasiar, viver na série de televisão, O Chaves, mas ainda bem que não
me colocaram o apelido da dona da casa, para o meu alívio!
Mas o mais curioso e um grande
mistério para crianças de 10 anos era entender o Sininho, um homem cujo o
verdadeiro nome nunca soube, que vivia só com seu cachorro, que por sinal só
comia pedra. Ele era a parte mais engraçada e assustadora do nosso dia. Uns
dizem que seu pai trabalhava na linha férrea e que, quando faleceu, deixou
Sininho sozinho naquela casa doada pela prefeitura.
Ele não tinha domínio sobre suas
capacidades mentais, às vezes corria atrás de nós, amedrontando-nos, mas o mais
divertido era tentar desvendá-lo, porém seu cão de guarda fiel, nunca deixava
ninguém se aproximar da casa. Nunca entramos lá, mas o que nos impulsionava era
nossa imaginação, queríamos saber mais sobre esse homem misterioso, que nos
fazia sentir duas emoções tão distintas, mas tão importantes para nós.
Creio
que ele não se abria muito com as pessoas, mas que no fundo era um homem
solitário e que encontrava nessa rua mágica, um lar!
Sininho não sabia, mas fez minha
infância mais alegre, mágica e misteriosa. Até hoje ele me faz pensar o que
tinha dentro daquela humilde casa, me fazendo relembrar momentos alegres e
querer retornar para aquele lugar mágico que minha alma habita.
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